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Espírito Santo

Anuário do Cooperativismo Capixaba 2022 é lançado ao vivo, com participação de convidados especiais

Evento trouxe informações sobre economia, gestão e inovação e destacou números que mostram o crescimento do coop no Espírito Santo


22/09/2022 16:52 - Por Síntia Ott
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O cooperativismo capixaba segue em ritmo de crescimento. Em 2021, as cooperativas capixabas movimentaram R$ 8,4 bilhões, o equivalente 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB) nominal do estado. Isso representa um crescimento de 27% em relação a 2020. Esses dados foram divulgados em primeira mão durante o lançamento do Anuário do Cooperativismo Capixaba 2022, que aconteceu em formato virtual na tarde dessa quarta-feira (21/9), com transmissão ao vivo pelo canal do Sistema OCB/ES no Youtube (assista abaixo).

Com a apresentação comandada pela jornalista Eliana Gorriti, o evento contou com a participação de uma série de convidados especiais e representantes do Sistema OCB/ES, que trouxeram desde informações sobre o cenário macroeconômico mundial e brasileiro a análises sobre o desempenho da economia e do cooperativismo no Espírito Santo.

O presidente do Sistema OCB/ES, Dr. Pedro Scarpi Melhorim, expressou a satisfação que é entregar mais um produto de qualidade às cooperativas capixabas e à sociedade, e elencou os benefícios do anuário. “A publicação aponta as nossas principais demandas junto aos setores público e privado, ações essas que irão impactar positivamente as nossas cooperativas”, disse.

A liderança ainda agradeceu a dedicação da equipe que atuou na produção do anuário e a participação das cooperativas nesse processo. “Fica o meu agradecimento à equipe do Sistema OCB/ES pela busca incessante de dados, um trabalho árduo em busca do desenvolvimento e crescimento das nossas cooperativas. Também agradeço todas as cooperativas que nos forneceram os seus dados para que pudéssemos compilá-los no anuário”, afirmou.

Outra liderança que participou do lançamento foi o diretor executivo do Sistema OCB/ES, Carlos André Santos de Oliveira, que enalteceu os bastidores da produção do documento e a relevância dos dados coletados. “O anuário é fruto de uma coleta de pesquisa intensa e científica da nossa equipe de colaboradores, com coparticipação de todas as cooperativas do Espírito Santo. Nesta terceira edição da publicação, temos números e dados surpreendentes, que demonstram de forma efetiva o crescimento do nosso modelo societário no Espírito Santo e a importância do cooperativismo na economia do estado”, ressaltou.

Diretamente de Brasília, a superintendente do Sistema OCB, Tânia Zanella, expressou seu contentamento com o empenho do Sistema OCB/ES e das cooperativas na produção do Anuário do Cooperativismo Capixaba 2022 durante sua participação no evento de lançamento.

“É um prazer e uma honra comemorar os números do cooperativismo capixaba. Agradeço de maneira muito especial toda a equipe do Sistema OCB/ES, que é aguerrida e faz acontecer, por entregar essa terceira edição. Agradeço também todas as cooperativas que se imbuem nesse propósito conosco, ou seja, o de compilar números e informações para que consigamos, cada vez mais, construir o cooperativismo que queremos”, disse.

“Sabemos o quanto é difícil, muitas vezes, sustentar e defender o nosso modelo de negócio, mas só conseguimos trazer os resultados que o Sistema OCB e suas Unidades Estaduais estão levando para as nossas cooperativas com informação e inteligência, e isso passa por iniciativas como a do anuário”, completou Zanella.



CENÁRIO ECONÔMICO E TENDÊNCIAS GLOBAIS

Com a intenção de contemplar os contextos macro e local, o diretor executivo da Futura Inteligência, Felipe Caroni, e o head do Folha Business, Ricardo Frizera, trouxeram uma palestra com o tema “Cenário econômico e tendências globais”. Os convidados expuseram análises que mostram uma mudança no perfil de investimentos em voga no ambiente de negócios brasileiro.

“A economia vai bem porque o PIB nominal do Brasil cresce desde 1996. A grande notícia é que a previsão de crescimento desse indicador para 2022 está sendo sempre revisitada e colocada para cima. Recentemente era previsto um crescimento de 2,2%. Hoje já é consenso entre os analistas de mercado um índice de 2,9%”, detalhou Caroni.

Em consequência de fatores econômicos como juros e inflação, o perfil dos investimentos mudou, de acordo com o palestrante. “O aumento da taxa de juros e inflação alta dificultam um pouco o investimento em economia real e startups e concentra mais o investimento em commodities. Com o dólar alto, faz muito sentido investir em commodities porque o Brasil é um grande exportador e fortalece o rentismo”, explicou.

Completando o raciocínio, Frizera mencionou a volta dos juros altos, correlacionando-a com a concentração de investimentos em negócios tradicionais. “Temos visto um cenário onde os juros baixos acabaram. Estamos em um momento de juros altos. Isso gera consequências na economia, e a principal delas é que o dinheiro dos investidores sai de negócios de inovação de tecnologia para negócios tradicionais”, disse.

Entretanto, o head do Folha Business alertou que é preciso ter cautela diante dessa tendência. “É necessário cuidarmos para que isso não seja um retrocesso do ponto de vista da sustentabilidade de inovação. Acredito que, a longo prazo, realmente não deva ser uma tendência”, completou.

 

DESTAQUES E BASTIDORES DO ANUÁRIO

Os assessores contábeis tributários do Sistema OCB/ES Raquel Veiga e Victor Lima também participaram no lançamento do Anuário do Cooperativismo Capixaba 2022, oportunidade em que destacaram os principais dados da publicação e falaram sobre a participação das cooperativas na produção do documento.

“Uma das principais informações que o anuário traz diz respeito à evolução do número de cooperados no Espírito Santo. Entre 2020 e 2021, tivemos um crescimento de pouco mais de 21%, o que demonstra a força do cooperativismo. E quando comparado a 2019, nosso crescimento passa dos 40%, demonstrando que o esse movimento tem sua força e, cada vez mais, vem alcançando espaços no mercado”, analisou Lima.

E ano a ano a participação das cooperativas capixabas na pesquisa que coleta os dados usados na construção do anuário aumenta. “Colocar o Censo Cooperativista na rua é sempre muito desafiador para a nossa equipe, mas contamos com um patrocínio muito forte da nossa Diretoria Executiva para conduzir essa tarefa, além de todo um trabalho técnico da nossa equipe de Monitoramento, entre outros protagonistas que temos no nosso quadro colaborativo”, avaliou Veiga.

“Buscamos sempre a melhor recepção possível por parte das cooperativas em relação ao Censo, que é realizado anualmente. Por essa preocupação tão grande, a cada ano observamos que o número de cooperativas que participam enviando seus dados cresce um pouco mais. Com isso, temos uma maior riqueza de informações para alimentar o banco de dados do cooperativismo capixaba e brasileiro”, acrescentou a assessora contábil tributária.

 

TRANSFORMAÇÕES EM GESTÃO E INOVAÇÃO

Para fechar lançamento do Anuário do Cooperativismo Capixaba 2022, o presidente executivo da Fundação Nacional de Qualidade (FNQ), Ronald Dauscha, apresentou uma palestra com o tema “Gestão e inovação: dois focos para alcançar a competitividade”. O convidado focou nos temas e em termos de conceitos, ideias e comportamentos no contexto organizacional.

O palestrante explicou que, antes a inovação seguia caminhos diferentes em comparação aos processos atuais. “A inovação funcionava assim: eu tinha uma ideia, compartilhava-a com um grupo pequeno de pessoas da empresa e pensava em uma solução para jogá-la no mercado, e não costumava dar certo porque dessa forma não se pesquisava e avaliava se havia esse interesse. Algumas vezes dava certo, mas em termos de soluções disruptivas, não”, lembrou Dauscha.

“Mais tarde, começou a funcionar assim: alguém tinha uma ideia, que era compartilhada com um grupo um pouco maior, fazia-se um piloto para testá-la e, então, a chance de a inovação dar certo era maior”, completou o palestrante, informando que hoje primeiro se pergunta ao público o que está faltando e, a partir daí, pessoas consolidam uma ideia, criam um piloto interno e, só então, vão ao mercado colocar a ideia em prática. “Essa terceira linha é seguida por startups, e a chance de dar certo é muito grande”, avaliou.

Para encerrar, o presidente executivo da FNQ elencou mudanças conceituais que devem ocorrer dentro das organizações sobre a gestão de pessoas. “Precisamos mudar o entendimento de recursos humanos para respeito humano. Em vez de uma mesma solução para todos, buscar múltiplas soluções convivendo. Hierarquia e poder devem dar lugar a redes para que haja autonomia em diversos níveis. Além de objetividade, deve-se valorizar também a subjetividade.  Trocar as réguas de avaliação por senso de justiça coletiva é fundamental. Valorizar não apenas a performance individual, mas também a coletiva é outra mudança que precisa acontecer”, concluiu Dauscha.

Fonte: Sistema OCB/ES

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