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Espírito Santo

Compras públicas para a agricultura familiar e início da safra do café são temas de Reunião Setorial

Encontro virtual foi realizado nessa terça-feira (17/5). Após a apresentação dos resultados do Sistema OCB/ES, o espaço foi aberto para os participantes falarem sobre assuntos diversos


19/05/2022 16:39 - Por Síntia Ott
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Compras públicas para a agricultura familiar e início da safra do café são temas de Reunião Setorial

Mais dois encontros do segundo ciclo de Reuniões Setoriais de 2022 foram realizados nessa terça-feira (17/5). O período da manhã foi reservado para as cooperativas capixabas do segmento agricultura familiar e o da tarde para as do segmento café. Os encontros foram destinados à apresentação de informações relevantes sobre ações do Sistema OCB e do Sistema OCB/ES e à aproximação entre esta Unidade Estadual e as cooperativas do Espírito Santo.

Participaram da reunião da agricultura familiar as cooperativas CAF Cariacica, CAF Serrana, Cooperfruit e Coopervidas. Também esteve presente o analista técnico-econômico do Sistema OCB Jonas Jochims. O encontro foi conduzido pelo analista de Monitoramento do Sistema OCB/ES Creiciano Paiva.

Já na reunião do café, compareceram as cooperativas Cafesul, Cooabriel, Coocafé, Coopbac e Coopeavi. Luiz Carlos Bastianello e Renato Theodoro, respectivamente integrantes efetivo e suplente do Conselho de Administração da OCB/ES, e Onivaldo Lorenzoni, suplente no Conselho Fiscal Estadual do Sescoop/ES, também marcaram presença. Do Sistema OCB, participaram os profissionais João Pietro e Rodolfo Jordão. A reunião foi conduzida pelo analista de Mercado do Sistema OCB/ES Alexandre Ferreira.

Em ambas as reuniões, foram apresentados os principais resultados da Unidade Estadual referentes ao período de janeiro a abril de 2022, o time de líderes de contas do Sistema OCB/ES, informações sobre a atualização de dados na plataforma Sou.Coop, as principais pautas e conquistas institucionais em âmbito nacional e estadual e o termo de cooperação técnica derivado da parceria entre o Sistema OCB/ES e o Sebrae/ES.

No tópico Assuntos Gerais, o último da apresentação, foram relembradas as plataformas do Sistema OCB que estão disponíveis para uso das cooperativas e os cursos mensais oferecidos pelo Sescoop/ES de forma gratuita e paga. O Dia de Cooperar (Dia C) e o Prêmio de Jornalismo Cooperativista Capixaba (PJC), ações que mostram a relevância do cooperativismo para a sociedade, também foram mencionados.

Outro evento mencionado foi o segundo webinar do Sistema OCB/ES destinado a discutir o cenário econômico de 2022, que acontecerá em 9 de junho, com início às 10h. Serão convidados especiais o diretor da CNN Brasil Business, Fernando Nakagawa, e a gerente geral do Sistema OCB, Fabíola Motta.

Clique aqui e conheça em detalhes os resultados dos serviços prestados e os indicadores das ações realizadas entre janeiro e abril de 2022.

 

DESTAQUES DA AGRICULTURA FAMILIAR


Conforme o Censo Agropecuário 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 71,3% dos estabelecimentos rurais de produtores associados a cooperativas são do segmento da agricultura familiar. O gerente de Desenvolvimento Cooperativista do Sistema OCB/ES, Valdemar Fonseca, frisou a importância desse setor e do movimento cooperativista em geral para a economia e para a sociedade.

“Na ponta, as cooperativas da agricultura familiar geram riqueza, justiça e igualdade e exploram nichos de mercado. É necessário frisar que o cooperativismo não está na fila da ação social, sem demérito para quem está. O nosso modelo societário gera riqueza, empregos e paga impostos”, disse.

Por outro lado, as cooperativas de agricultura familiar do Espírito Santo têm enfrentado um problema recorrente: as falhas nos cumprimentos de contratos de compras de alimentos por parte do poder público. O gerente Valdemar Fonseca destacou que o Sistema OCB/ES tem atuado para tentar minimizar os efeitos da prática.

“Sabemos que o segmento tem passado por dificuldades na execução de contratos, principalmente no Espírito Santo. O poder público não tem cumprido com os contratos como deveria, o que gera muitas tribulações. O Sistema OCB/ES já protocolou vários ofícios ao Governo do Estado do Espírito Santo e para algumas prefeituras e já fez reuniões tentando estimular o cumprimento dos contratos.  Mesmo assim não podemos deixar de lutar”, pontuou.

Em complemento, o analista técnico econômico do Sistema OCB Jonas Jochims sugeriu o levantamento dos programas que têm prejudicado as cooperativas de agricultura familiar no estado.

“Existem políticas públicas destinadas aos agricultores familiares de âmbito nacional e outras de âmbito regional. É interessante analisarmos bem quais são os programas que estão apresentando problemas na execução dos contratos. Com essas informações em mãos, o Sistema OCB pode ser acionado para tentar ajudar as cooperativas capixabas”, explicou Jochims.

O analista do Sistema OCB também informou que a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) será substituída pelo Cadastro da Agricultura Familiar (CAF), um documento que é requisito para a participação em diversos programas de compras públicas.

“As cooperativas precisam se estruturar, ter um trabalho concreto que visa a oportunidades variadas, mas elas também não podem deixar de aproveitar as oportunidades dos programas públicos de compra alimentar”, finalizou.

 

DESTAQUES DO CAFÉ

Em 2020, as cooperativas agropecuárias capixabas produziram mais de 2 milhões de sacas de café, somando as safras de café conilon e arábica. O dado é do Anuário do Cooperativismo Capixaba 2021 e evidencia a força da cafeicultura. “É um segmento que tem uma significância na nossa economia. Há cooperativas com uma atuação gigantesca nesse cenário, sem descrédito para as menores”, enfatizou o gerente do Sistema OCB/ES Valdemar Fonseca.

Com o desejo de continuar mantendo saldos positivos de rentabilidade, qualidade e lucratividade em suas produções, os dirigentes das cooperativas capixabas que trabalham com o café têm se atentado aos fatores que podem impactar a safra deste ano.

“Estamos iniciando a safra do café, embora ainda haja muito café verde. A expectativa é boa em relação à safra passada em termos de quantidade e qualidade”, observou o presidente da Cooabriel, Luiz Carlos Bastianello.

Já Renato Theodoro, presidente da Cafesul, sondou uma possível queda no rendimento dos cafés especiais. “Com relação à safra de café deste ano, parece que ela será boa. Alguns produtores que estão mais preocupados com a qualidade, pois acreditam que o rendimento não será assim tão favorável”, disse.

O café que não passa pela fase de amadurecimento é outro problema monitorado. “O arábica está passando de vede para seco, e isso já aconteceu antes”, pontuou o gerente de Comercialização de Café da Coopeavi, João Elvídio Galimberti. Apesar disso, as expectativas de Galimberti em relação ao rendimento da safra estão positivas. “A média está em torno de 3,9 sacas de café cru para uma beneficiada, ou seja, de café pilado”.

Alguns cafeicultores já começaram a colheita, como é o caso das regiões atendidas pela Coocafé. A cooperativa está otimista. “As regiões mais baixas estão a pleno vapor e, por enquanto, as notícias são boas. Ainda não temos indicativos ruins, muito pelo contrário. O clima foi favorável para nós”, mensurou o superintendente da Coocafé, Waldir Filho.

O representante do Sistema OCB, João Pietro, informou sobre as dificuldades do Governo Federal para liberar crédito rural e finalizar do Plano Safra deste ano. “Hoje, no agro, o crédito rural é o grande tema que tem exigido a nossa atenção. Também estamos tendo dificuldade de terminar o Plano Safra vigente. Todas as linhas de crédito estão suspensas por falta de orçamento. Temos feito um trabalho muito árduo junto aos parlamentares e ministérios para tentar buscar suplementar os recursos e finalizar Plano”, explicou.

Além da safra do café, os dirigentes falaram sobre as expectativas com relação à frente fria que está chegando ao estado e pode atingir algumas lavouras, a sensação de insegurança no meio rural, a necessidade de continuar aprimorando a gestão das cooperativas de café e a equiparação da alíquota do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias (ICMS) do café no Espírito Santo, pauta que continua em discussão.

Os serviços e a atuação do Sistema OCB/ES, em sinergia com o Sistema OCB, foram elogiados por todos os representantes do segmente Café presentes na Reunião Setorial.

Fonte: Sistema OCB/ES


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