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Espírito Santo

Curiosidades do coop: o que as capivaras têm em comum com o cooperativismo

Mamífero inspirou a criação da Coopivara, a mascote do movimento cooperativista no Brasil


29/01/2026 09:13 - Por Síntia Ott
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A capivara é o maior roedor vivo do mundo, podendo pesar mais de 80 quilos e chegar a até 1,30 metros de comprimento e um metro de altura. O mamífero é popular no Brasil e em outros países, como o Japão, além de ser um ícone na internet, onde vídeos e memes do animal fazem sucesso.

Em 2025, o movimento SomosCoop, que divulga os benefícios, histórias e resultados das cooperativas no Brasil, adotou a capivara como mascote. O nome? Coopivara, uma junção entre as palavras “coop” e “capivara”. Mas o que esse mamífero tão amado tem em comum com o cooperativismo? 

Essa escolha não foi aleatória. As características comportais da espécie se assemelham a valores e princípios praticados no cooperativismo. Quem descobrir quais são elas? Continue lendo para saber o que as capivaras têm em comum com o nosso modelo de negócio!

Coletividade e cooperação

As capivaras vivem em bandos que costumam ter entre 10 e 30 animais, mas grupos maiores também já foram observados. Elas cooperaram de diversas formas entre si. As fêmeas ajudam a cuidar dos filhotes de outras mães, os membros ficam atentos e alertam quando veem predadores, os mais velhos ajudam a cuidar das capivaras jovens e todas compartilham informações sobre recursos naturais, como água e alimentos.

Além de viverem juntas e colaborarem com a sobrevivência de todos os membros do bando, elas colaboram com outras espécies, principalmente aves, como o carcará, joão-de-barro, suiriri-cavaleiro, chupim, bem-te-vi, jaçanã e o gavião carrapateiro. Essas aves se associam às capivaras para acessar alimentos com mais facilidade, utilizando o corpo da capivara como poleiro de caça (para comer os insetos que o roedor espanta ao andar pela vegetação), como batedor (para afugentar presas) ou para ingerir ectoparasitas hospedados no animal.

No cooperativismo a colaboração também desempenha um papel fundamental. O modelo de negócio depende do trabalho coletivo para funcionar. Uma cooperativa é formada por pessoas com objetivos em comum, que se unem para adquirir produtos e serviços em condições mais vantajosas ou para exercer seu trabalho com mais autonomia e dignidade.

A cooperação é a chave em uma cooperativa. Isso envolve assumir responsabilidades e compartilhar conquistas. Como todos são considerados donos do negócio, a evolução depende do esforço coletivo. Quando o empreendimento prospera, o grupo sai ganhando, pois os resultados financeiros são divididos entre os membros proporcionalmente à contribuição de cada um.

Capacidade de adaptação

A capivara está presente em todos os países da América do Sul, exceto no Chile, e em algumas regiões da América Central e do Norte. Ela habita regiões ricas em presença de água, como rios, lagos, pântanos e áreas alagáveis. Por ser um animal semiaquático, frequentemente é vista se banhando, seja para se proteger, controlar a temperatura corporal, ficar limpa ou se alimentar.

Contudo, devido ao processo de urbanização e expansão de áreas de pastagem e plantio, o contato desse mamífero com os seres humanos se intensificou nos últimos anos. A capivara começou a migrar para centros urbanos e a interagir com as pessoas para assegurar a sua sobrevivência, o que evidencia sua capacidade de adaptação.

O cooperativismo também possui essa característica. A primeira cooperativa moderna surgiu em 1844, em meio à Revolução Industrial. Naquela época, 28 tecelões encontraram na cooperação uma saída para superar as condições financeiras precárias que enfrentavam.

Do século XIX aos dias de hoje, muita coisa mudou, e as cooperativas se adaptaram às mudanças. Elas entraram em novos mercados, ampliaram sua presença mundo afora e se popularizaram. Um exemplo prático foi a criação do Ramo Seguros no Brasil, em março de 2025, após a sanção da Lei 213/25, que permite uma participação mais abrangente das coops no mercado segurador.

Equilíbrio entre competição e colaboração

O comportamento calmo das capivaras ganhou a atenção e coração dos brasileiros, tornando-se um ícone cultural do país, assim como o clássico cachorro caramelo. A tranquilidade da capivara também ganhou fama em outros países, como o Japão, e na internet, onde circulam conteúdos humoradas e descontraídos sobre o mamífero.

Sim, elas são terriotorialistas, mas também mansas e tranquilas, um equilíbrio que protege recursos necessários para a sobrevivência e ao mesmo tempo evita conflitos com outras espécies. O fato de serem herbívoras (alimentação à base de material vegetal) fortalece esse comportamento não predatório. Em resumo, capivaras são competitivas na medida certa.

O que isso tem a ver com as cooperativas? Tudo! O objetivo central do modelo de negócio não é o lucro, e sim atender às necessidades dos seus cooperados. No entanto, para cumprir essa expectativa, é preciso haver resultados financeiros positivos. Isso significa que as cooperativas buscam ser competitivas no mercado, mas sempre colocando os interesses dos seus membros e as pessoas em primeiro plano.

Outro aspecto é a capacidade das cooperativas em dialogar e atuar com outras organizações e modelos societários, mesmo concorrentes, visando a uma relação de ganha-ganha. Existe até um nome para isso: coopetição.

Conclusão

As capivaras e o cooperativismo têm muito em comum. Neste artigo destacamos o espírito de união, a capacidade de se adaptar a novas realidades e o equilíbrio entre a cooperação e a competição. Agora, a escolha da Coopivara como mascote do modelo de negócio faz ainda mais sentido, não é?

Se quiser saber mais sobre a Coopivara e acompanhar os conteúdos que mostram a carinha dela, é só seguir as redes sociais do movimento SomosCoop:


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curiosidades do coop coopivara sistema ocbes

Fonte: Sistema OCB/ES

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