ES Coop para o Futuro: Ph.D. destaca importância da marca pessoal e da liderança para enfrentar mudanças geracionais
Ricardo Dalbosco defendeu que posicionamento, reputação e capacidade de adaptação são decisivos para quem quer se manter relevante em um cenário multigeracional
A importância da comunicação estratégica, da construção de marca pessoal e da adaptação às mudanças geracionais marcou a palestra do especialista em Gestão Ricardo Dalbosco, realizada no dia 8 de maio durante o ES Coop para o Futuro. O evento foi promovido pelo Sistema OCB/ES com apoio do Sebrae/ES.
Com atuação internacional há mais de 20 anos, o Ph.D. apresentou reflexões sobre carreira, liderança e posicionamento em um cenário de rápidas transformações no mercado de trabalho.
Logo no início, Dalbosco destacou que o mundo atual exige uma nova postura dos profissionais, especialmente diante do acesso amplo à informação. “No passado, quem tinha informação era rei. Hoje, informação não é mais diferencial. O que faz diferença é a confiança e a percepção que as pessoas têm de você”, afirmou.
Carreiras mudaram e exigem adaptação
Durante a palestra, o especialista explicou que o modelo tradicional de carreira, baseado em estabilidade e progressão linear, já não corresponde à realidade atual. Segundo ele, as trajetórias estão cada vez mais fragmentadas e dinâmicas, com profissionais assumindo múltiplos papéis ao longo da vida.
“A gente foi educado para um mundo que não existe mais”, destacou, ao apontar que as novas gerações não enxergam o emprego como um vínculo permanente, mas como uma experiência de aprendizado e evolução.
Esse contexto, segundo Dalbosco, amplia a necessidade de desenvolver a chamada empregabilidade, entendida como a capacidade de gerar valor continuamente e construir conexões relevantes ao longo da carreira.
Além das habilidades técnicas
Outro ponto central foi a evolução das competências exigidas no mercado. Embora as habilidades técnicas (hard skills) continuem sendo importantes, elas deixaram de ser suficientes para diferenciar profissionais e organizações.
Dalbosco destacou que, além das habilidades sociais (soft skills), um terceiro fator ganha protagonismo: a forma como cada profissional é percebido. “Não basta ser bom tecnicamente. Se o outro lado não percebe valor, você não gera resultado”, afirmou.
Ele explicou que atributos como visibilidade, reputação, respeito e autoridade são fundamentais para fortalecer a presença no mercado e aumentar a capacidade de influência do profissional.
Liderança em um ambiente multigeracional
A palestra também trouxe uma análise sobre o convívio entre diferentes gerações no ambiente de trabalho, um fenômeno considerado inédito na história. Segundo Dalbosco, pela primeira vez sete gerações coexistem simultaneamente na sociedade, com pelo menos cinco atuando juntas nas organizações.
Esse cenário, segundo ele, exige uma liderança mais preparada para lidar com diferentes comportamentos, expectativas e formas de aprendizado. “Se você não aprender a se comunicar com essas gerações, vai deixar oportunidades em cima da mesa”, alertou.
O palestrante destacou, ainda, que a geração Z, que deve representar mais da metade da força de trabalho até 2030, já apresenta características como maior mobilidade profissional e menor permanência nas empresas, o que exige estratégias mais ágeis de gestão e engajamento.
Protagonismo e responsabilidade individual
Dalbosco reforçou que, diante desse cenário de transformação, cabe a cada profissional assumir o protagonismo da própria trajetória. “O problema não é falta de capacidade. É falta de clareza sobre onde colocar energia”, afirmou.
Ele destacou que a construção de carreira passa por três pilares principais: desenvolvimento pessoal, geração de valor para o cliente e contribuição para a organização. O especialista avalia que o equilíbrio entre esses fatores é essencial para garantir resultados sustentáveis.
Encerrando a apresentação, o especialista convidou o público a refletir sobre propósito e impacto ao longo da vida profissional. “No final, ninguém será lembrado pela quantidade de tarefas que realizou, mas pelo impacto que gerou”, disse.
Para ele, em um cenário marcado por mudanças rápidas e novas exigências, investir no desenvolvimento pessoal e na construção de valor contínuo é o caminho para manter relevância e protagonismo no mercado.
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sistema ocbes es coop para o futuroFonte: Sistema OCB/ES